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Francisco Carvalho acusa Governo de ataque, mas Executivo aponta vitimismo

Publicada em: 18/12/2025 09:14 -

Em declarações à imprensa, em reacção à operação de buscas levada a cabo na sexta-feira, Francisco Carvalho acusou o partido no poder, MpD, de estar a promover um “ataque à Câmara da Praia” através da Procuradoria-Geral da República (PGR) e das autoridades policiais.

O autarca, citado pelo Balai, confirmou o encerramento temporário dos serviços municipais na sexta-feira e justificou a ação como uma medida para “proteger os funcionários”, alegando que estes sofreram intimidação por parte de agentes policiais no local.

Francisco Carvalho pediu uma análise da cronologia dos factos, já que segundo explicou, encontrava-se em deslocação à ilha da Boa Vista quando, por volta das 11h00, recebeu “chamadas de funcionários em pânico”, a relatar abordagens por parte de agentes da polícia que os terão deixado “intimidados e inseguros”.

“Eu sou presidente da Câmara da Praia e tenho de proteger os trabalhadores da Câmara”, afirmou, justificando assim a ordem de encerramento dos serviços.

Questionado sobre a legitimidade do encerramento dos serviços de uma instituição pública, o edil devolveu a pergunta: “É legítimo o procurador e agentes da polícia ameaçarem funcionários da Câmara da Praia?”.

Quanto ao encerramento do edifício dos Paços de Concelho, o edil salientou ainda que o mandado judicial fazia referência apenas à Direcção Financeira e Patrimonial, situada na Fazenda, não mencionando esse espaço.

Segundo a mesma fonte, a entrada das autoridades no edifício do Platô ocorreu apenas por volta das 16 horas, quando os serviços já se encontravam encerrados.

Bens e contratos em questão

No que diz respeito aos contratos relacionados com o complexo “Babilônia”, o edil alegou que os mesmos tiveram como objectivo o pagamento de dívidas herdadas da anterior gestão camarária do MpD (poder).

Segundo o autarca, a solução de pagamento de terrenos através de acordos partiu de uma advogada da própria empresa envolvida, tendo a CMP alinhado com essa proposta para criar “um ambiente de entendimento entre o sector público e o privado”. “Nós queremos, sim, pagar as dívidas e resolver os problemas da Praia”, afirmou.

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