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Tribunal decreta prisão preventiva para mulher e apresentações periódicas para homem detidos na Operação “GANGSTA”

Publicada em: 27/01/2026 08:29 -

Num comunicado, aforça policial diz que os dois indivíduos, detidos fora de flagrante delito no dia 22 de Janeiro, foram presentes ao Tribunal da Comarca da Praia, que aplicou as medidas de coacção após apreciar os fortes indícios da prática de crimes de associação criminosa, tráfico de droga de alto risco, tráfico de armas, motim, entre outras actividades criminosas.

Esta operação decorreu em vários pontos da cidade da Praia, em cumprimento de mandados promovidos pelo Ministério Público, tendo incluído buscas domiciliárias que culminaram na apreensão de uma quantidade de haxixe, bem como de documentos e outros objectos com relevante interesse probatório.

As detenções resultam de mais uma operação de continuidade desencadeada pela Direcção Central de Investigação Criminal (DCIC), através da Secção Central de Investigação do Tráfico de Estupefacientes e Criminalidade Organizada (SCITECO), no âmbito da Operação “GANGSTA”, iniciada a 22 de Novembro de 2025, na ilha de Santiago.

Com esta última acção, a Operação “GANGSTA” contabiliza, até ao momento, 17 indivíduos detidos, dos quais 14 se encontram em prisão preventiva e três em liberdade provisória, sujeitos às medidas de coacção de apresentação periódica às autoridades e interdição de saída do país.

Para além das detenções, a Polícia Judiciária informa que a operação já permitiu a apreensão de vários bens, nomeadamente três viaturas automóveis, cerca de uma dezena de armas de fogo e diversas quantidades de droga.

A PJ recorda que a Operação “GANGSTA” tem vindo a ser desenvolvida nos municípios da Praia e de Santa Catarina de Santiago, nomeadamente na cidade de Assomada, na sequência do aumento de ocorrências criminais registadas na capital, que geraram um clima de insegurança e perturbação da ordem pública. Estes episódios incluem trocas de tiros entre grupos rivais, que resultaram na morte de, pelo menos, três jovens no bairro de Achada de Santo António.

Segundo as investigações da Polícia Judiciária, os crimes estarão relacionados com disputas de zonas de influência, sobretudo pontos de venda de droga. A DCIC garante que as investigações prosseguem.

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