A motivação nasce, antes de mais, do compromisso profundo com a missão humanitária da Cruz Vermelha e com as comunidades que servimos em todo o país. Nos últimos anos enfrentámos desafios significativos, desde as sucessivas secas e os efeitos das alterações climáticas até às dificuldades socioeconómicas agravadas pela escalada de preços a nível global. Apesar dessas adversidades, a organização demonstrou uma enorme capacidade de adaptação e de resposta. Sentimos que ainda há muito por consolidar e desenvolver, especialmente no que diz respeito à modernização institucional, ao fortalecimento do voluntariado e à expansão de programas sociais. A recandidatura representa, portanto, a vontade de dar continuidade ao trabalho iniciado e de aprofundar as transformações que colocam a Cruz Vermelha de Cabo Verde mais preparada para responder aos desafios do presente e do futuro.
Como avalia a estruturação da organização no início do seu mandato e como se encontra hoje?
Quando iniciámos este ciclo de liderança, encontrámos uma organização com uma história muito rica e uma presença importante nas comunidades, mas que precisava de reforçar alguns processos internos e adaptar-se às novas exigências do contexto humanitário e institucional.
Ao longo destes anos trabalhámos intensamente na reorganização institucional, fortalecendo mecanismos de gestão, transparência e planeamento estratégico. Investimos igualmente na modernização da organização, com avanços significativos na transformação digital, na melhoria de sistemas de gestão e no reforço do património institucional. Hoje podemos dizer que a Cruz Vermelha de Cabo Verde é uma organização mais estruturada, mais preparada tecnologicamente e com maior capacidade de mobilização de recursos e parcerias, mantendo sempre no centro da sua atuação os princípios humanitários e o serviço às comunidades.
