Durante este encontro na região do Porto, realizado no Auditório Principal da Universidade da Maia, o chefe do Estado sublinhou que há “mais restrições à mobilidade” e “mais discriminações às comunidades emigradas”, sobretudo nos países mais desenvolvidos.
Neves defendeu a necessidade de os cabo-verdianos estarem conscientes destes desafios, reforçando a importância de se conhecer a realidade da diáspora, para melhor defender os seus interesses.
Como exemplo, referiu que, nos Estados Unidos, os vistos de turismo e negócios podem estar sujeitos a cauções até 15 mil dólares, acrescentando que também na Europa persistem limitações à circulação.
Diálogo com os países de acolhimento
Ainda assim destacou a importância do diálogo com países de acolhimento.
“É claro que nós temos conversado com vários governos, mesmo com o governo dos Estados Unidos é preciso manter o diálogo, as pontes, para mostrar que a comunidade cabo-verdiana é uma comunidade que não causa problemas, é uma comunidade trabalhadora, é uma comunidade que se integra bem e que tem dado um grande contributo para o desenvolvimento dos países de acolhimento”, apontou.
