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OMS admite possibilidade de novos casos de hantavírus no navio e destaca papel de Cabo Verde na gestão da emergência

Publicada em: 08/05/2026 09:02 -

Durante uma conferência de imprensa via zoom sobre o ponto de situação, o director-geral da Organização Mundial da Saúde (OM)S, Tedros Adhanom Ghebreyesus, sublinhou que o período de incubação do vírus pode prolongar-se por várias semanas, o que exige vigilância contínua.

“Dado o período de incubação do vírus Andes, que pode durar até seis semanas, é possível que mais casos sejam reportados”, afirmou.

Apesar desse alerta, Tedros reiterou que a OMS mantém uma avaliação de risco baixo para a população em geral, sublinhando que a situação está a ser acompanhada de forma rigorosa em coordenação com vários países.

O responsável máximo da OMS sublinhou ainda o papel de Cabo Verde na resposta e gestão da emergência sanitária, nomeadamente na evacuação de passageiros com sintomas.

“Gostaria de agradecer ao primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva, de Cabo Verde, pelo apoio na facilitação da evacuação destes três pacientes, com base no nosso pedido”, declarou.

Segundo explicou, médicos cabo-verdianos estiveram envolvidos na identificação de casos suspeitos e na articulação com a OMS para garantir o encaminhamento clínico de passageiros afectados.

Tedros Adhanom Ghebreyesus acrescentou ainda que a cooperação internacional tem sido “fundamental” para conter a evolução do surto e proteger os restantes passageiros a bordo do navio.

“Estamos a trabalhar com vários governos e parceiros para garantir cuidados aos pacientes, proteger a segurança e a dignidade dos passageiros e evitar a propagação do vírus”, afirmou.

A OMS confirmou que o surto envolve oito casos associados ao navio, dos quais cinco foram confirmados como infecção pelo vírus Andes, uma variante do hantavírus capaz de transmissão limitada entre humanos.

O navio cruzeiro MV Hondius encontrava-se ancorado ao largo da cidade da Praia desde 03 de Maio, após a detecção de um surto de hantavírus, tendo as autoridades cabo-verdianas oferecido assistência médica mas impediu a atracação por razões de saúde pública.

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