Em comunicado, o ministério do Comércio chinês defendeu que os subsídios constituem um instrumento de política económica amplamente utilizado por várias economias, incluindo pelos próprios membros da OCDE, e reiterou a disponibilidade para participar nas discussões sobre normas internacionais nesta matéria.
O Governo chinês assegurou ainda que as suas políticas de apoio à indústria cumprem “rigorosamente” as regras da Organização Mundial do Comércio e as respetivas obrigações de transparência.
Segundo o ministério, o relatório da OCDE recorre a conceitos “não definidos de forma rigorosa”, utiliza uma amostra “enviesada” e apresenta conclusões “parciais e arbitrárias”.
Pequim argumentou também que os apoios identificados pelo estudo não assentam em critérios de medição nem em metodologias estatísticas uniformes e afastam-se dos consensos alcançados em fóruns multilaterais, como a OMC.
As autoridades chinesas rejeitaram ainda que o aumento da quota de mercado global das empresas chinesas possa ser explicado apenas pelo apoio estatal, alegando que o relatório ignora fatores como economias de escala, eficiência produtiva e modernização tecnológica.
