O mau tempo acompanhado de fortes ventos que se tem abatido sobre as mangueiras afectou a floração das mesmas e os que floraram foram também afectados pelos ventos.
Esses factores, afirmaram os agricultores, têm reduzido significativamente a oferta da fruta para os mercados dentro e fora da ilha de Santiago.
O agricultor Marciano, de Ribeira Grande de Santiago, explicou que possui vários hectares com mangueiras, cuja produção costuma ser comercializada durante a época de colheita.
No entanto, este ano, afirmou, as vendas diminuíram devido à reduzida quantidade de frutos.
Segundo o agricultor, uma das principais causas da quebra da produção é uma praga conhecida localmente por “mangra branca e preta”.
Acrescentou ainda que os macacos têm provocado elevados prejuízos ao derrubarem as mangas quando começam a amadurecer, consumindo apenas parte dos frutos e deixando o restante inutilizado.
Marciano afirmou que os produtores já expuseram o problema à autarquia e recorreram aos órgãos de comunicação social, na expectativa de que o Ministério da Agricultura e Ambiente adopte medidas para minimizar os prejuízos, mas, segundo disse, ainda não obtiveram resposta.
Também a agricultora Domingas Rocha, do município de São Salvador do Mundo, confirmou a fraca produção de manga este ano, apontando os ventos, as pragas e os ratos como os principais factores que afectaram as mangueiras no município.
Segundo explicou, tem ouvido relatos semelhantes de outros agricultores do concelho, onde tradicionalmente se regista uma das maiores produções de manga da ilha.
